Vídeos & Estudos Bíblicos
Explore sermões, homilias e estudos bíblicos categorizados por livro sagrado, tema e ministério.

Pregação: A parte humana do milagre: o vinho que eu não posso produzir | Congresso para Mulheres
Padre Mario Sartori
Nesta reflexão profunda sobre as Bodas de Caná (João 2:1-11), somos convidados a descobrir a parte humana que nos cabe na construção dos milagres de Deus. O vinho que falta — símbolo do Espírito Santo, da alegria e da plenitude — pode ter se esgotado em nossa história, ou talvez nunca tenha sido provado, deixando em nós uma nostalgia santa daquilo que só Deus pode dar. Mas o milagre exige a nossa colaboração: fé que se traduz em oração, e uma oração que só chega ao céu quando o perdão abre caminho. O maior inimigo da oração não é a preguiça, o pecado ou a falta de fé, mas a mágoa e o ressentimento, que nos desautorizam diante de Deus.

150 SALMOS | Salmo 55 - Padre Mario
Padre Mario Sartori
Nesta oração conduzida pela Campanha dos 150 Salmos, somos convidados a mergulhar no Salmo 50 (ou 54 na numeração hebraica), uma súplica intensa que brota do coração atribulado de Davi. Em meio à perseguição, à traição de amigos íntimos e ao medo que assalta a alma, o salmista não esconde sua angústia: ele clama por asas como a pomba para fugir, mas escolhe confiar no Senhor que ouve a sua voz. A mensagem nos ensina que, mesmo cercados pela violência e pela falsidade, podemos depositar nossa esperança em Deus, que é nosso sustentáculo e não permite que o justo vacile. É um convite a transformar o terror em oração e a certeza de que o Senhor, que reina eternamente, nos dará liberdade e calma.

Oração de cura e pregação: O tempo e o fruto: o que tem debaixo do seu céu? |Congresso para Mulheres
Padre Mario Sartori
Nesta reflexão profunda, somos convidados a mergulhar no mistério do tempo e da ação de Deus em nossas vidas. A partir de Eclesiastes 3, descobrimos que tudo tem seu tempo e que há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu. O pregador nos mostra que a vida está nas mãos de Deus, simbolizada pelas duas mãos do oleiro que nos moldam: uma mão que nos abençoa com alegrias e outra que nos permite passar por sofrimentos e podas. Com o simbolismo dos números 14 (yad, mão) e 28 (lua), somos levados a compreender que Deus age em todos os momentos, e que nossa vida passa por ciclos, assim como a lua, mas nunca deixamos de ser filhos amados. A mensagem central é um convite à abertura e à confiança: precisamos aprender a acolher o que a vida nos traz, deixar ir o que já não nos pertence e esperar com paciência o tempo de Deus. O texto de João 15 sobre a videira e os ramos nos ensina que devemos permanecer em Cristo para dar frutos, aceitando as podas necessárias. Maria, modelo de maternidade e discipulado, nos ensina a escolher a melhor parte e a sair de cena quando necessário, confiando na providência divina. Ao longo da pregação, somos exortados a não atrapalhar a ação do Espírito Santo com nossas ansiedades e palavras precipitadas, mas a cultivar uma maturidade espiritual que nos permita lidar com as diferentes estações da vida. O chamado é para entregar nossas feridas a Deus, permitir que Ele cure nossas rejeições e traumas, e proclamar Jesus como Senhor sobre todas as áreas. Que possamos viver o kairós de Deus, o tempo oportuno, com abertura e inteireza de coração.

Homilia Diária | Domingo - 26º Domingo do Tempo Comum - (Mt 21,28-32)
Padre Mario Sartori
Nesta homilia do 26º Domingo do Tempo Comum, Jesus nos confronta com a parábola dos dois filhos, revelando que a verdadeira conversão não está em palavras vazias, mas em atitudes concretas. Ele denuncia a dureza de coração dos chefes dos sacerdotes e anciãos, que mesmo diante do testemunho de João Batista e da transformação de pecadores, recusaram-se a mudar de mentalidade. A mensagem nos convida a uma metanoia profunda: permitir que Deus transforme nossa forma de pensar, abandonando o orgulho e a autojustiça, para acolher o chamado à santidade com humildade e obediência.

Os EFEITOS do Batismo no Espírito Santo na sua vida. | Moisés Rocha - Pregação completa.
Moisés Rocha
Nesta reflexão profunda e vibrante, somos convidados a redescobrir o significado do Ruah — o sopro poderoso do Espírito Santo que não é apenas uma brisa suave, mas um tsunami espiritual que impacta a mente e transforma vidas. A partir do encontro de Jesus com Nicodemos, o pregador nos mostra que o novo nascimento é uma obra do Espírito na mente, não apenas no coração, e que precisamos permitir que o Espírito Santo rache nossa cabeça para vivermos a metanoia, a verdadeira mudança de mentalidade. O chamado é para deixarmos para trás a cultura do eu e colocarmos Deus no centro, permitindo que o Espírito Santo nos ensine toda a verdade e nos capacite a viver com poder, coragem e intimidade com Ele.

#HOMILIA | O mandamento da alegria e o pecado da tristeza - 2º Congresso de Mulheres.
Padre Mario Sartori
Nesta reflexão profunda e maternal, Padre Mário nos convida a acolher o tempo como dom de Deus, reconhecendo que a vida é feita de estações — e que a tristeza, embora seja uma experiência humana legítima, não pode se tornar nossa morada. A partir do Evangelho de Lucas 9,43-45, onde Jesus anuncia sua Paixão e os discípulos, com medo, evitam perguntar, somos chamados a não transformar assuntos dolorosos em temas proibidos, pois quem foge da verdade nunca é feliz. O pregador, com humor e ternura, desmonta nossas armadilhas interiores: o medo que gera tristeza, a inveja que deveria se tornar imitação, o apego a sonhos que não se realizarão, a malícia que se esconde atrás de sorrisos calculados. A Alegria, diz ele, não é ser boba; é fruto de humildade, perdão e abandono da tristeza — um mandamento imperativo do Eclesiastes: 'Alegra-te, tira a tristeza do teu coração, afasta a malícia do teu corpo'.

#HOMILIA |A pergunta oportuna! A fé não nos deixa bobos, nos deixa abertos! - Padre Mario
Padre Mario Sartori
Nesta homilia inspiradora, o celebrante nos convida a mergulhar na pergunta que ecoa através dos tempos: 'Quem diz o povo que eu sou?' e, mais profundamente, 'E vós, quem dizeis que eu sou?'. A partir do Evangelho de Lucas, que narra a confissão de Pedro, e da primeira leitura do Eclesiastes sobre o tempo oportuno, somos levados a entender que cada momento da vida — do mais feliz ao mais amargo — é uma oportunidade para experimentar a Deus e amadurecer a fé. A imagem de Deus como rochedo, proclamada no Salmo, revela que Ele é nosso refúgio e fortaleza, e que a fé não é apenas ouvir ou ler, mas viver a experiência pessoal com o Senhor. Davi, diante de Golias, e Pedro, diante de Cristo, nos ensinam que a fé exige coragem para dar um passo à frente, mesmo quando tudo parece incerto.\n\nA homilia nos desafia a reconhecer que Deus se manifesta não só nas vitórias, mas também nos sofrimentos e nas aparentes derrotas, pois tudo é oportuno para quem teme a Deus. A purificação da fé passa pela aceitação do Messias sofredor, que não veio para triunfar segundo os padrões humanos, mas para sofrer, morrer e ressuscitar. Somos chamados a responder pessoalmente a essa pergunta, sem nos escondermos atrás da fé dos outros, e a nos consolarmos com os 'Pedros' que Deus coloca em nosso caminho, sendo também consolo para os outros.\n\nPor fim, a mensagem nos encoraja a enfrentar os 'Golias' e os momentos difíceis como oportunidades de exercitar a fé, confiando que Deus está presente em cada ocasião. A oração de Jesus por Pedro nos assegura que, mesmo em nossas fraquezas, a graça de Deus nos sustenta e nos capacita a confirmar os irmãos. Que possamos, como Pedro, dizer com convicção: 'Tu és o Cristo de Deus', e permitir que essa resposta transforme radicalmente nossa vida.

Homilia Diária | O poder de Deus no aparente fracasso (Sábado da 25ª Sem. do Tempo Comum - 26/09/26)
Padre Paulo Ricardo
Nesta reflexão breve e profunda, o Evangelho do segundo anúncio da paixão nos convida a contemplar o mistério do sofrimento de Cristo como a expressão máxima do amor de Deus. Os discípulos ficam perplexos e amedrontados diante da perspectiva da cruz, porque leem as profecias apenas pela metade: enxergam o Messias ungido e vitorioso, mas ignoram o Servo sofredor. Para nos ajudar a compreender, o pregador nos conduz ao caminho de Emaús, onde o próprio Jesus ressuscitado repreende a lentidão de coração dos discípulos e lhes mostra que era necessário que o Cristo sofresse para entrar na sua glória. Assim, descobrimos que a cruz não é sinal de fraqueza divina, mas o poder de um Deus que se une a nós até o fundo do poço, compadecendo-se de nossas misérias e transformando o fracasso em porta para a ressurreição. A mensagem nos exorta a reconhecer a misericórdia de Deus escondida na dor, na doença e na morte, como dizia São Máximo Confessor: os insensatos pedem misericórdia o dia inteiro, mas quando ela se manifesta não a reconhecem. Que, como os discípulos de Emaús, deixemos arder nosso coração ao meditar a Palavra, para que se abram nossos olhos e vejamos Cristo triunfante mesmo nas aparentes derrotas da vida.

Sacrifício e Misericórdia | Pregação | 40 Dias com São Miguel | #31
Frei Gilson / Som do Monte - OFICIAL
Mergulhe numa mensagem que toca o âmago do coração humano: fomos criados para o sacrifício, para dar a vida por algo que realmente vale a pena. Inspirado nos ensinamentos de Fulton Sheen, somos convidados a descobrir que a felicidade não está em nos poupar, mas em nos doar — assim como Cristo se entregou por nós. O jovem, em especial, anseia por heroísmo, por uma causa digna pela qual entregar-se; o vazio e a rebeldia de tantos são, no fundo, uma fome de sentido mal direcionada. É preciso oferecer-lhes algo mais digno de ser amado do que eles mesmos: a cruz de Cristo. A segunda parte da reflexão nos mostra que o amor verdadeiro não é sentimentalismo, mas está intrinsecamente unido à justiça. A misericórdia sem justiça é puro sentimentalismo; a justiça sem misericórdia é severidade. O amor de Jesus foi, por vezes, severo e vigoroso — ele derrubou mesas no templo, chamou os fariseus de raça de víboras, corrigiu Pedro com firmeza. Isso também era amor. O Senhor corrige a quem ama, e a correção é prova de filiação. Como pais que amam seus filhos, Deus nos disciplina para o nosso bem, e a misericórdia não anula a justiça: quem semeia o mal colherá as consequências. Por fim, o exemplo do Papa João Paulo II, que perdoou seu atentador mas não pediu sua soltura, ilustra a harmonia entre justiça e misericórdia. O verdadeiro amor dá ao outro o que ele precisa, não o que ele quer. E o modelo perfeito é Cristo: em seus gestos de ternura e em suas palavras duras, ele nos ensina a justa medida do amor. Que o Senhor nos ajude a viver esse amor sacrificial, que corrige e perdoa, que é justo e misericordioso, e que encontra sua plenitude na cruz.

Todo o tempo é adequado para a oração | (Eclesiastes 3, 1-11) #2844 | Meditação da Palavra
Frei Gilson / Som do Monte - OFICIAL
Mergulhe nesta reflexão profunda sobre o tempo e o propósito de Deus, ancorada em Eclesiastes 3:1-11, que nos ensina que tudo tem seu tempo determinado. No entanto, há exceções: a oração e a prática do bem são adequadas em todos os momentos. Inspirado por São Basílio Magno, somos convidados a rezar sem cessar, mesmo em meio às tarefas diárias, oferecendo a Deus cada pensamento, palavra e obra. Este estudo nos desafia a transformar o trabalho em oração, louvando a Deus com o coração e reconhecendo Sua providência em cada detalhe da vida.

Homilia Diária | Sexta-feira - 25ª Semana do Tempo Comum - (Lc 9,18-22)
Padre Mario Sartori
Nesta homilia diária, o padre nos conduz a uma reflexão profunda sobre o encontro transformador com Jesus, tomando como base o Evangelho de Lucas 9:18-22. Em um momento de oração retirada, Jesus lança aos discípulos a pergunta mais decisiva: "E vós, quem dizeis que eu sou?" A partir daí, somos convidados a sair de um conhecimento religioso superficial e entrar em uma fé pessoal e madura, onde cada um precisa responder por si mesmo quem é Cristo. O exemplo de Pedro, que acerta ao confessar Jesus como o Cristo de Deus, mas ainda com uma compreensão deturpada, mostra que a jornada de fé exige perseverança, purificação e discipulado contínuo. A mensagem nos encoraja a não estagnar, mas a progredir como Maria Madalena, que se tornou apóstola dos apóstolos, e a deixar que o próprio Jesus, por meio do Evangelho, da doutrina e dos santos, purifique nossa visão do que significa segui-lo nas concretudes da vida.

Homilia Diária | A iluminação divina na oração (Sexta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum - 25/09/26)
Padre Paulo Ricardo
Nesta reflexão profunda sobre a profissão de fé de São Pedro, somos convidados a mergulhar no mistério da oração de Jesus e na graça divina que ilumina a nossa fé. O Evangelho de Lucas nos mostra que Jesus estava rezando num lugar retirado quando perguntou aos discípulos quem Ele era, e Pedro, iluminado pelo Pai, O reconheceu como o Cristo de Deus. Essa fé não nasceu de esforço humano, mas foi preparada pela oração do próprio Jesus, que intercede por nós continuamente. Aprendemos que nossos atos de fé, quando exercidos na oração, são tocados pela graça divina, elevando nossa inteligência e vontade a um encontro transformador com Deus. Assim, mesmo em meio às provações, como as que Pedro enfrentaria, a oração de Jesus por nós é a garantia de que nunca estamos sozinhos. Que esta mensagem nos inspire a nos recolhermos em oração, confiantes de que Jesus já está intercedendo por nós, para que nossa fé cresça e se torne um testemunho vivo do poder de Deus.

Como Fulton Sheen se santificou?
Padre Paulo Ricardo
Em uma jornada profundamente tocante, somos conduzidos através da vida do Venerável Fulton Sheen, um homem que, mesmo com toda sua fama e virtude, descobriu que a verdadeira santidade exige passar pela noite escura da alma. O vídeo explora as três fases de sua vida: vocação, proclamação e a mais transformadora, a fase de sofrimento e união com Cristo. Sheen, um bispo brilhante e comunicador extraordinário, viu seu sucesso na televisão e rádio desmoronar após um conflito com o Cardeal Spellman, mergulhando em perseguições, humilhações e doenças. Mas foi nesse deserto que ele encontrou a cruz, aceitando-a não como um castigo, mas como um caminho de purificação e configuração a Jesus Crucificado. Nesta reflexão, aprendemos que a santidade não é fruto de esforços próprios ou virtudes naturais, mas de deixar-se moldar por Deus, mesmo quando isso significa sofrer injustiças e enfrentar a própria fragilidade. Através da história de Davi e Semei, Sheen compreendeu que até os ataques pessoais eram instrumentos divinos para sua santificação. Sua fidelidade à hora santa diante do Santíssimo Sacramento, por 60 anos, sustentou-o nesse caminho, mas foi a cruz, com a cirurgia cardíaca e a solidão, que o levou à identificação plena com Cristo vítima. Ao final, vemos um homem que, sem multidões, sem aplausos, mas com o coração unido a Deus, celebra seus 60 anos de sacerdócio com apenas cinco pessoas. Sua vida nos ensina que o verdadeiro triunfo está em amar a cruz e permitir que Deus nos transforme, mesmo quando não sentimos sua presença. A beatificação de Fulton Sheen, comprovada por um milagre, é um testemunho de que a santidade silenciosa e oferecida no sofrimento tem poder para tocar o mundo e nos encorajar a abraçar nossa própria cruz.

O equilíbrio da alma | Pregação | 40 Dias com São Miguel | #29
Frei Gilson / Som do Monte - OFICIAL
Nesta jornada profunda sobre o equilíbrio da alma, somos convidados a enxergar a batalha espiritual que se trava no território muitas vezes negligenciado: a mente. A partir dos ensinamentos de Futonchin, descobrimos que todo movimento humano nasce no pensamento, passa pela emoção e se concretiza em ação. Quando compreendemos essa sequência, percebemos que vigiar os pensamentos não é um exercício de autopunição, mas um ato de amor-próprio e obediência a Deus, que deseja santificar não apenas nossas ações, mas também nosso coração e nossa mente. A mensagem nos encoraja a examinar tudo, reter o bem e rejeitar o mal, reconhecendo que o pecado só se estabelece quando consentimos. Em um mundo saturado de informações e estímulos, a renovação da mente pela Palavra de Deus se torna a chave para discernir a vontade divina e experimentar a verdadeira liberdade.

Livres do cuidado humano | (Lucas 9, 1-6) #2842 | Meditação da Palavra
Frei Gilson / Som do Monte - OFICIAL
Nesta reflexão profunda, somos convidados a mergulhar na instrução de Jesus aos apóstolos quando os enviou em missão: não levar nada para o caminho. Mais do que uma orientação prática, essa ordem revela um chamado radical ao desapego e à confiança na providência divina. Cirilo de Alexandria nos ajuda a compreender que Jesus desejava libertar seus discípulos de todo cuidado mundano excessivo, para que pudessem servir com um coração livre e totalmente dependente do Pai. A mensagem ecoa em nossas vidas: somos exortados a não permitir que as preocupações com alimento, dinheiro ou vestes se tornem prioridades que nos afastam da vontade de Deus. Em Mateus 6:25-26, Jesus nos lembra que o Pai celeste alimenta as aves do céu e cuidará de nós, que valemos muito mais. E 1 Pedro 5:7 nos convida a lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de nós. Que possamos, hoje, abrir mão do peso das preocupações excessivas e experimentar a leveza de um coração que confia plenamente no cuidado amoroso de Deus.

Quaresma de São Miguel 2026 | 34º Dia — Casa onde Jesus explica os Mistérios do Reino
Padre Mario Sartori
Nesta meditação da Quaresma de São Miguel, somos convidados a entrar na 'casa do discipulado' para aprender a discernir os mistérios do Reino. A partir da parábola do joio e do trigo (Mateus 13:36-43), Jesus nos ensina que a convivência entre o bem e o mal é uma realidade tanto no mundo quanto dentro de nós. Não somos chamados a julgar e arrancar o joio precipitadamente, mas a discernir, com paciência e temor de Deus, o que precisa crescer como trigo em nossa vida. A mensagem central é que Deus, em sua justiça e misericórdia, fará a separação final no tempo certo. Enquanto isso, somos exortados a viver com esperança, fortaleza interior e a confiar na paciência divina, que pode transformar joio em trigo. A reflexão inclui a oração da Ladainha de São Miguel e testemunhos de fiéis que experimentam cura e direcionamento espiritual por meio do diário espiritual.

Um retorno à vida Interior e a liberdade dos nossos atos | Pregação | 40 Dias com São Miguel | #28
Frei Gilson / Som do Monte - OFICIAL
Em um mundo marcado por guerras, violência e colapso moral, esta mensagem nos convida a redescobrir a raiz de todos os conflitos: o coração humano afastado de Deus. A partir das reflexões de Fulton Sheen, somos levados a compreender que a guerra exterior é apenas um sintoma de uma batalha interior não vencida. Quando deixamos de temer a Deus, passamos a temer uns aos outros e, por fim, a justificar o mal como solução. A passividade diante da injustiça e a perda da vida interior nos tornam presas fáceis do relativismo e da falsa tolerância. A mensagem nos chama a assumir nossa responsabilidade moral, reconhecendo que Deus nos deu o livre-arbítrio para escolher entre a vida e a morte, o bem e o mal. Não podemos culpar as circunstâncias ou negar nossa liberdade: cada escolha tem consequências. A consciência, voz de Deus em nós, insiste em nos orientar para o bem. Precisamos ter a coragem de olhar para dentro, vencer a guerra interior e permitir que a graça de Deus transforme nosso coração. Por fim, a religião autêntica não pode ser um manto a cobrir o punhal do ódio, mas deve intensificar a vida espiritual, promovendo a paz e o amor aos inimigos. Que possamos, nestes tempos difíceis, voltar à vida interior, buscar a santidade e confiar na graça divina para fazer o bem, pois só assim encontraremos a verdadeira liberdade e a paz que o mundo tanto necessita.

Quaresma de São Miguel 2026 | 33º Dia — Reconhecendo Ele na Eucaristia e partindo em missão
Padre Mario Sartori
Nesta meditação profunda do 33º dia da Quaresma de São Miguel, somos convidados a caminhar com os discípulos de Emaús e a redescobrir a presença viva de Jesus na Eucaristia. A jornada começa com a oração inicial e a ladainha de São Miguel, preparando o coração para o tema central: reconhecer Jesus no partir do pão e partir em missão. O texto de Lucas 24:28-35 é o alicerce da reflexão, mostrando como os discípulos, antes tristes e desanimados, têm os olhos abertos no momento em que Jesus parte o pão, e imediatamente se levantam para anunciar que Ele está vivo. O pregador nos exorta a não permanecermos parados na dor, mas a nos deixarmos transformar pelo encontro com o Ressuscitado, que muda o ritmo de nossa caminhada. A Eucaristia é apresentada como o critério supremo para todas as decisões da vida, um tesouro pelo qual vale a pena organizar toda a existência. Somos chamados a comungar com discernimento, reconhecendo que recebemos não algo, mas Alguém: o próprio Cristo. E o fruto maduro dessa comunhão é a missão: anunciar com alegria e coragem que Jesus está vivo. Além disso, a mensagem reforça a importância de viver uma espiritualidade eucarística que transborda para o mundo, levando Jesus aos outros. A Quaresma de São Miguel, com sua ênfase nas visitas que curam, nos ensina que todo encontro autêntico com Jesus nos desinstala e nos envia. Que possamos, como os discípulos de Emaús, correr para compartilhar a esperança que arde em nossos corações.